terça-feira, 26 de maio de 2015

COMO PRODUZIR UM TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO (UTILIZADO NO ENEM)

Para que você possa fazer uma boa redação no ENEM, primeiro te de saber algumas coisas básicas:

Primeiro passo: entender bem o tema do texto

Exemplo: TEMA: “O adolescente, hoje, precisa de limites?”
  • Desse tema eu posso retirar uma expressão central: “limite para os adolescentes”. Ou posso, simplesmente, retirar a expressão “limites”.


Segundo passo: a introdução do texto
  • Posso começar a escrever o texto dissertativo-argumentativo definindo a expressão central retirada do tema. (entenda como uma das muitas formas de se começar um texto)

Exemplo: Definindo a expressão “limite para os adolescentes” : O que é, ou o que significa dar limites aos adolescentes? 


Terceiro passo: o desenvolvimento do texto
  • Para começar a desenvolver o texto, é interessante fazer um esquema sobre o que quero argumentar. 

    • Posso colocar em tópicos, em um rascunho, os pontos principais de cada argumento, lembrando, sempre, do objetivo do texto, para não deixar a redação “caminhar” para um rumo muito além do esperado.   


Quarto passo: a conclusão 

  • Para iniciar a conclusão desse texto, voltarei à introdução do texto para relembrar o tema e o objetivo apresentados. Escrevo, então, uma frase (ou mais de uma) sintetizando o objetivo do texto e o foco da argumentação (esse foco da argumentação pode ser encontrado no esquema feito para desenvolver o texto).  
    • Preciso lembrar que não posso repetir o que já foi usado na redação, preciso usar outras palavras e escrever algo não muito longo, pois é só uma síntese. 



para entender melhor como se fazer assista a vídeo-aula abaixo:


 



Exemplo de texto  


 Mariana Yamamoto Martins / preservação do meio ambiente 
 Há tempos a questão da preservação do meio ambiente entrou no dia-a-dia das discussões do mundo inteiro. O excesso de poluição emitida pelas indústrias e automóveis e a devastação das florestas são as principais causas do efeito estufa e finalmente se tornaram motivo de preocupação. Contudo, até agora, os resultados pró-natureza são insignificantes perto dos prejuízos causados a ela.
 Essa diferença tem razões econômicas. Não é simples nem vantajoso uma fábrica que emite grande quantidade de poluentes comprar equipamentos que amenizam tal emissão. O mesmo acontece com automóveis, grandes vilões do ar nas cidades. Segundo reportagens, carros e ônibus velhos poluem quarenta vezes mais do que os novos, e não é por falta de vontade que os donos não os trocam, e sim por falta de dinheiro. Concluímos, então, que o mundo capitalista inviabiliza um acordo com o meio ambiente e, enquanto isso, o planeta adoece.
 Outros problemas é a falta de informação e educação ambiental. Muitas pessoas ainda desconhecem os malefícios do efeito estufa, como, por exemplo, o aumento da temperatura e, como conseqüência, a intensificação das secas. Esse desconhecimento somado ao egoísmo e descaso humano trazem-nos uma visão de futuro pessimista. Das poucas pessoas cientes desse problema, muitas não o levam a sério e não tentam mudar suas atitudes buscando uma solução. Enquanto os efeitos dos nossos atos não atingirem proporções mais danosas, permaneceremos acomodados com a situação, deixando para nossas futuras gerações o dever de “consertar” o meio ambiente.
 A triste conclusão a que chegamos é a de que a prudência e o bom senso do ser humano não são mais fortes que a sua ambição e egoísmo. Estamos destinados a morrer no planeta que matamos. 


bibliografia:

 http://www.professorafrancinetecel.com/dicas/item/3-o-texto-dissertativo-argumentativo.html

http://educacao.2016online.com.br/2013/11/texto-dissertativo-argumentativo.html

https://www.youtube.com/watch?v=ij2OLilpnNM

http://blogdoenem.com.br/redacao-enem-dissertativo-argumentativo/

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Recomendação de livro após apresentação / O seminarista/ HUGO TADEU - turma 2°e


Após apresentar o livro "O seminarista", Hugo Tadeu diz que: 

"Eu recomendo o livro, pois a historia em geral é muito boa. A história tem como mostra o conflito de amor entre Eugênio, um rapaz dócil com uma família religiosa e Margarida, uma donzela que teve o pai morto na guerra.A família de Eugênio resolve manda-lo para o seminário seguir a carreira de padre.Mas ele era apaixonado por Margarida, um amor proibido já que  Eugênio iria ser padre.Após o padre do seminário descobrir a paixão entre eles , se junta com a família de Eugênio, para fazerem de tudo para que este esqueça seu amor.O desfecho da historia é com a morte de Margarida.Eugênio já era padre, e fica aparentemente louco, e assim o livro acaba."
 "vale mesmo a pena ler este livro" diz Hugo.


ARTES URBANAS/ MATÉRIA DE ARTES

Arte Urbana 

é a expressão que se refere a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público.

A arte urbana engloba todo o tipo de arte expressada na rua e normalmente descreve o trabalho de pessoas que desenvolveram um modo de expressão artística mediante o uso de diversas técnicas alternativas como moldes, pôsteres, adesivos, murais e grafite entre as mais importantes também tem o movimento hip hiop que traz também essas formas artísticas citadas a cima. Em geral traz uma nova forma de comunicação através de texto, conteúdo e opinião social.A arte urbana, ao integrar seus elementos em locais públicos muito movimentados, tem como objetivo causar um impacto nos espectadores e costuma ter uma mensagem subversiva e anarquista criticando a sociedade com ironia e convidando à luta social, a crítica política ou, simplesmente, à reflexão. 

 O grafite 

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

assista a o documentário que relata um pouco mais sobre o grafite:





O hip hop 


Hip Hop é um gênero musical fundado na década de 1970 pelo DJ norte-americanoAfrika Bambaataa (nome artístico deKevin Donovan).
Para criar o Hip Hop, Bambaataa uniu sons de vários estilos musicais diferentes, como Funk, música eletrônica e o canto falado típico do Rap.
O Hip Hop nasceu em Nova Iorque, nas comunidades negras e latinas, como uma forma de extravasar os sentimentos de uma classe marginalizada que vivia em verdadeiros guetos onde a violência era muito grande.
O Hip Hop tornou-se mais que um gênero musical; passou a ser toda uma cultura, sob as formas artísticas também da dança, da pintura e da poesia.


 Artistas urbanos brasileiros 




Gabriel pensador

Gabriel o Pensador, nome artístico de Gabriel Contino, (Rio de Janeiro, 4 de março de 1974) é um cantor e compositor brasileiro de rap.
Um dos maiores nomes do rap e pop brasileiro, Gabriel diferenciou-se de boa parte de seus pares (e chegou a ser criticado por eles) por ser garoto branco de classe-média. Mas desde o começo fez das letras de crítica social e moral, como acontece na música rap.




Paulo Ito


Paulo Ito, que assim como boa parte dos artistas de rua, prefere os muros ao cárcere de um museu, usa a tinta como meio para propagar suas reflexões e revoltas, utilizando a figura de pessoas e, muitas vezes, criando diálogos e frases que enriquecem ainda mais a reflexão. No lugar de paredes cinzas, um cutucão para pensar sobre a vida, a sociedade e tudo mais 




O grafite de Paulo Ito não é uma arte do tipo inofensiva. O pintor de rua ficou internacionalmente famoso após ter feito um trabalho com duras críticas à Fifa durante a Copa do Mundo no Brasil. Na obra, um menino chora de fome ao se deparar com um prato que não tem comida, mas sim uma bola de futebol.









obras dos artistas urbanos citados 



                                                       Gabriel pensador- ate quando  
























grafites de Paulo Itu 




bibliografia:

http://www.aarteurbana.com.br/

http://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/noticias/2015/04/08/interna_noticias,48706/artistas-brasileiros-de-intervencao-urbana

http://www.hypeness.com.br/2014/05/conheca-o-artista-de-rua-brasileiro-que-usa-a-arte-para-protestar/

http://www.infoescola.com/artes/hip-hop/

http://www.colorginarteurbana.com.br/

http://www.brasilescola.com/artes/grafite.htm

http://www.significadosbr.com.br/hip-hop

https://www.youtube.com/watch?v=rH5TRzmOVFo



ALUNOS COM DEPENDÊNCIA




A PROVA SERA DIA 30/06/2015
OS ALUNOS QUE ESTÃO EM DEPENDÊNCIA DEVERÃO PROCURAR O PROFESSOR DA MATÉRIA PARA PEGAR O TRABALHO.

domingo, 24 de maio de 2015

Enem

 Inscrições para o Enem 2015 começam nesta segunda-feira, 25 de maio

As inscrições para a edição 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam na segunda-feira, 25 de maio, a partir das 10h. Os candidatos deverão efetuar a inscrição pela internet, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), até as 23h59 do dia 5 de junho. 
As provas do Enem 2015 ocorrerão nos dias 24 e 25 de outubro. Em 2014, mais de 8,7 milhões de estudantes se inscreveram no exame. Clique aqui para acessa o edital do Enem 2015 .

Taxa de inscrição

Neste ano, o preço da inscrição do Enem subiu: candidatos terão que pagar R$ 63 para participar das provas. No ano passado, o valor era de R$ 35. Estudantes que estão cursando o ensino médio em 2015, matriculados na rede pública de ensino, e aqueles que comprovarem baixa renda terão isenção da taxa. Quem não for isento deverá pagar o valor até 10 de junho. 
A partir deste ano, os candidatos isentos que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o benefício para a próxima edição. O objetivo da medida é reduzir os índices de abstenção e, com isso, evitar desperdício de recursos públicos gastos na realização da prova.

Como se inscrever no Enem?

Os documentos necessários para se inscrever no Enem são identidade e CPF. O número do CPF deve ser do próprio candidato – não é permitido usar o cadastro de pais ou responsáveis. Quem for maior de 18 anos e quiser utilizar o Enem para retirar a Certificação de Conclusão do Ensino Médio deve indicar o objetivo já no ato de inscrição. Os estudantes menores de 18 anos que fizerem o Enem não poderão utilizar a nota no exame para tentar ingressar em instituições de ensino superior caso não estejam cursando o terceiro ano do ensino médio: eles participarão das provas apenas na condição de treineiros. 
Outra mudança para 2015 é que o candidato deverá usar um “ endereço de e-mail único” para fazer a inscrição, ou seja, não será possível fazer mais de uma inscrição cadastrando o mesmo endereço de e-mail. Esse uso era frequente, por exemplo, em caso de escolas que usavam o mesmo endereço para efetuar as inscrições de todos os alunos. Ou seja, o candidato que por ventura não tiver um endereço de e-mail deverá criar um, já que não pode usar uma conta que já esteja inscrita no Enem. 

Para que serve o Enem?

O Enem é, atualmente, a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. Desde 2009, a prova passou a ser usada por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais, com a criação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A prova também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteiras, além do Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.
Questões Enem: estude para a prova com aplicativo gratuito  http://questoesenem.ebc.com.br/

Leia redações do Enem que tiraram nota máxima no exame de 2014

Apenas 250 alunos entre 6,2 milhões conseguiram a nota máxima.


Candidatos que conseguiram nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 contaram seus segredos e agora mostram a íntegra do texto de sucesso. 

O tema da última redação do Enem foi "Publicidade infantil em questão no Brasil". Como nos anos anteriores, para ganhar nota 1.000, um texto deve cumprir bem cinco competências exigidas pelo MEC. O título não é obrigatório. Cada competência tem cinco faixas que vão de 0 a 200 pontos:
Competência 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

- Dandara Luíza da Costa, Pernambuco
"Por um bem viver
'O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças'. A frase do sociólogo Gilberto Freyre deixa nítida a relação de cuidado que uma nação deve ter com as questões referentes à infância. Dessa forma, é válido analisar a maneira como o excesso de publicidade infantil pode contribuir negativamente para o desenvolvimento dos pequenos e do Brasil.
É importante pontuar, de início, que a abusiva publicidade na infância muda o foco das crianças do que realmente é necessário para sua faixa etária. Tal situação torna essas crianças pequenos consumidores compulsivos de bens materiais, muitas vezes desapropriados para determinada idade, e acabam por desvalorizar a cultura imaterial, passada através das gerações, como as brincadeiras de rua e as cantigas. Prova disso são os dados da UNESCO afirmarem que cerca de 85% das crianças preferirem se divertir com os objetos divulgados nas propagandas, tornando notório que a relação entre ser humano e consumo está “nascendo” desde a infância.
É fundamental pontuar, ainda, que o crescimento do Brasil está atrelado ao tipo que infância que está sendo construída na atualidade. Essa relação existe porque um país precisa de futuros adultos conscientes, tanto no que se refere ao consumo, como às questões políticas e sociais, pois a atenção excessiva dada à publicidade infantil vai gerar adultos alienados e somente preocupados em comprar. Assim, a ideia do líder Gandhi de que o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente parece fazer alusão ao fato de que não é prudente deixar que a publicidade infantil se torne abusiva, pois as crianças devem lidar da melhor forma com o consumismo.
Dessa forma, é possível perceber que a publicidade infantil excessiva influencia de maneira negativa tanto a infância em si como também o Brasil. É preciso que o governo atue iminentemente nesse problema através da aplicação de multas nas empresas de publicidade que ultrapassarem os limites das faixas etárias estabelecidos anteriormente pelo Ministério da Infância e da Juventude. Além disso, é preciso que essas crianças sejam estimuladas pelos pais e pelas escolas a terem um maior hábito de ler, através de concessões fiscais às famílias mais carentes, em livrarias e papelarias, distando um pouco do padrão consumista atual, a fim de que o Brasil garanta um futuro com adultos mais conscientes. Afinal, como afirmou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”.


"A Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra durante o século XVIII, trouxe a necessidade de um mercado consumidor cada vez maior em função do aumento de produção. Para isso, o investimento em publicidade tornou-se um fator essencial para ampliar as vendas das mercadorias produzidas. Na sociedade atual, percebe-se as crianças como um dos focos de publicidade. Tal prática deve ser restringida pelo Estado para garantir que as crianças não sejam persuadidas a comprar determinado produto.

A partir da mecanização da produção, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. De acordo com Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constroi-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Assim, as crianças tornaram-se um grande foco das empresas por não possuírem elevado grau de esclarecimento e por serem facilmente persuadidas a realizarem determinada ação.

Para atingir esse objetivo, as empresas utilizam da linguagem infantil, de personagens de desenhos animados e de vários outros meios para atrair as crianças. O Conselho Nacional de Direitos de Criança e do Adolescente aprovou uma resolução que considera a publicidade infantil abusiva, porém não há um direcionamento concreto sobre como isso vai ocorrer. É imprescindível uma maior rigidez do Estado sobre as campanhas publicitárias infantis, pois as crianças farão parte do mercado consumidor e devem ser educadas para se tornarem consumidores conscientes.

Logo, o Estado deve estabelecer um limite para os comerciais voltados ao público infantil por meio da proibição parcial, que estabelece horários de transmissão e faixas etárias. Além disso, o uso de personagens de desenhos animados em campanhas publicitárias infantis deve ser proibido. Para efetivar as ações estatais, instituições como a família e a escola devem educar as crianças para consumirem apenas o que é necessário. Apenas assim o consumo consciente poderá se realizar a médio prazo."



"Desde o fim da Guerra Fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumismo desenfreado. Entretanto, as consequências dessa modernidade atingem o ser humano de maneira direta e indireta: através da dependência por compras e impactos ambientais causados por esse ato. Nesse sentido, por serem frágeis e incapazes de diferenciar impulso de necessidade, as crianças tornaram-se um alvo fácil dos atos publicitários.

Por ser uma questão de cunho global, as ações de propagandas infantis também são vivenciadas no Brasil. Embora a economia passe por um período de recessão, a vontade de consumir pouco mudou nos brasileiros. Com os jovens não é diferente, influenciados, muitas vezes, por paradigmas de inferioridade social impostos tanto pela mídia, quanto pela sociedade, além de geralmente serem desprovidos de uma educação de consumo, tornam-se adultos desorganizados financeiramente, ao passo que dão continuidade a esse ciclo vicioso.

Diante desse cenário, os prejuízos são sentidos também pela natureza, uma vez que o descarte de materiais gera poluição e mudança climática na Terra. No entanto, o Brasil carece de medidas capazes de intervir em ações publicitárias direcionadas àqueles que serão o futuro da nação, hoje, facilmente manipulados e influenciados por personagens infantis e pela modernização em que passam os produtos. Em outras palavras, é preciso consumir de maneira consciente desde a infância, para que se construam valores e responsabilidade durante o desenvolvimento do indivíduo.

Dessa forma, sabe-se que coibir a propaganda voltada ao público infanto-juvenil não é a melhor medida para superar esse problema. Cabe aos pais, cobrarem ações do governo – criação de leis mais rigorosas – além de agirem diretamente na formação e educação de consumo dos filhos: impondo limites e dando noções financeiras ainda enquanto jovens. Ademais, as escolas têm papel fundamental nesse segmento. É imprescindível, também, utilizar a própria mídia para alertar sobre os problemas ambientais decorrentes do consumo em larga escala e incentivar o desenvolvimento sustentável."


                                                                 http://www.ebc.com.br/educacao
 

BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL / MATÉRIA DE GEOGRAFIA

Bacia Hidrográfica, também conhecida como bacia de drenagem, consiste em uma porção da superfície terrestre drenada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. O Brasil, em virtude de sua grande extensão territorial, apresenta 12 grandes bacias hidrográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), que são os órgãos nacionais responsáveis pelo planejamento ambiental e o uso racional da água. Essas bacias de drenagem são delimitadas pela topografia do terreno. Confira as características de cada uma:

Bacia Amazônica: é formada por todos os rios, córregos e demais tipos de mananciais que deságuam suas águas no rio Amazonas. Essa bacia abrange estados brasileiros (Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá), além de países vizinhos (Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana e Bolívia).
Ocupando uma área de 5 846100 km², a bacia em questão é a maior do mundo. Nela existe um grande número de rios, a maioria deles é detentora de um grande volume de água. O rio que dá nome à bacia (Amazonas) tem sua nascente nos Andes, mais precisamente no Peru. Durante o seu percurso, o rio é denominado de maneiras distintas. No Brasil, por exemplo, seu primeiro nome é Solimões, mas passa a ser chamado de Amazonas quando converge com o Rio Negro. 

Bacia do Tocantins-Araguaia: abrange todos os recursos hídricos que deságuam nos rios Tocantins e Araguaia. A bacia ocupa uma superfície de 967.059 km², o que a torna a maior entre aquelas que se encontram totalmente dentro do território brasileiro, envolvendo os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e o Distrito Federal.
Aproximadamente 9,5% do território brasileiro é drenado pela Bacia do Tocantins-Araguaia. Diversos lugares nos quais os rios Tocantins e Araguaia percorrem possuem um baixo povoamento, por isso esses rios são de grande relevância para as pessoas, principalmente para a comunicação, apesar de não serem todos os trechos que oferecem condições viáveis de navegação.

Bacia  do São Francisco: com aproximadamente 640 mil quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica tem como principal rio o São Francisco, que nasce na Serra da Canastra (MG) e percorre os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até a foz, na divisa entre esses dois últimos estados.


Bacia  do Paraná: essa é a principal porção da bacia Platina (compreende os países da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). No Brasil, a bacia hidrográfica do Paraná possui 879.860 quilômetros quadrados, apresentando rios de planalto e encachoeirados, características elementares para a construção de usinas hidrelétricas: Furnas, Água Vermelha, São Simão, Capivari, Itaipu (a maior usina do mundo), entre tantas outras.


Bacia  do Parnaíba: está presente nos estados do Piauí, Maranhão e na porção extremo oeste do Ceará, totalizando uma área de 344.112 quilômetros quadrados.


Bacia Hidrográfica do Paraguai: no Brasil, essa bacia hidrográfica está presente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, englobando uma área de 361.350 quilômetros quadrados. Tem como principal rio o Paraguai, que nasce na Chapada dos Parecis (MT). Possui grande potencial para a navegação.


Bacia do Uruguai: é composta pela junção dos rios Peixe e Pelotas. Com área de 174.612 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica está presente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Possui grande potencial hidrelétrico, além de ser importante para a irrigação nas atividades agrícolas da região.


Bacia Hidrográfica Atlântico Sudeste: presente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, a região hidrográfica Atlântico Sudeste apresenta 229.972 quilômetros quadrados. Ela é formada pelo rio Doce, Itapemirim, São Mateus, Iguapé, Paraíba do Sul, entre outros.


Bacia Hidrográfica Atlântico Sul: com área de 185.856 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica nasce na divisa entre os estados de São Paulo e Paraná, percorrendo até o Rio Grande do Sul. Com exceção do Itajaí e Jacuí, os rios que formam essa bacia de drenagem são de pequeno porte.

Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental: com extensão de 287.348 quilômetros quadrados, a bacia hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental está presente em cinco estados nordestinos: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Bacia Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental: seus principais rios são o Gurupi, Pericumã, Mearim, Itapecuru Munim e Turiaçu. Essa bacia de drenagem possui 254.100 quilômetros quadrados, compreendendo áreas do Maranhão e Pará.

Bacia Hidrográfica Atlântico Leste: com extensão de 374.677 quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica engloba os estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Em sua região é possível encontrar fragmentos de Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e vegetação costeira.





 referencias: http:
www.suapesquisa.com/geografia/bacias_hidrograficas.htm
http://www.cbh.gov.br 
http://www.escolakids.com/bacias-hidrograficas.htm 
http://www.semarh.se.gov.br/comitesbacias/modules/tinyd0/index.php?id=22

ROMANTISMO


Precedentes: Período de Transição (1808-1836)
Simultaneamente ao final das últimas produções do movimento árcade, ocorreu a vinda da Família Real portuguesa para o Brasil. Esse acontecimento, no ano de 1808, significou, o início do processo de Independência da Colônia. O período compreendido entre 1808 e 1836 é considerado de transição na literatura brasileira devido à transferência do poder de Portugal para as terras brasileiras que trouxe consigo, além da corte e da realeza, as novidades e modelos literários do Velho Continente nos moldes franceses e ingleses. Houve também a mudança de foco artístico e cultural, da Bahia para o Rio de Janeiro, capital da colônia desde o ano de 1763. 
O que explica o desenvolvimento literário incipiente, se comparado com o mesmo período na metrópole. Os autores vistos até então eram produto da educação europeia e/ou religiosa que receberam.
Com a vinda da Família Real, os livros puderam ser impressos no território, em função da Imprensa Régia, derrubando a medida que proibia sua impressão e difusão sem a autorização prévia de Portugal, dando início não apenas ao desenvolvimento da literatura mas, também, a um sentimento de nacionalidade no território, uma das principais características do período romântico brasileiro.
O final do século XVIII presenciou a ascensão da tipografia, inventada pelo alemão Johannes Gutenberg, que possibilitou o desenvolvimento da impressão em grandes quantidades de jornais e romances. No início, os romances eram publicados diariamente nos jornais de forma fragmentada, assim, a cada dia um novo capítulo da história era revelada. Esse esquema, importado para a colônia, ficou conhecido como "folhetim" ou "romance de folhetim" e deu origem às telenovelas que conhecemos nos dias de hoje.
Assim, com a Revolução da Imprensa, uma das principais características do período Moderno, houve também a ascensão dos romances impressos, popularizando o artefato (o livro não era mais considerado um artigo de luxo, inacessível) e proporcionando um largo alcance da literatura às camadas inferiores da sociedade e também às mulheres, que raramente tinham acesso às letras e, quando muito, eram alfabetizadas.
Considera-se o marco inicial do romantismo na Europa a publicação do romance Os sofrimentos do jovem Werther, do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe no ano de 1774. Historicamente, um dos marcos principais do movimento foi a Revolução Francesa, responsável pela difusão dos pensamentos Iluministras na Europa e nas suas colônias, que tanto inspirou os poetas árcades brasileiros.
Com o processo de industrialização dos grandes centros, houve um delineamento das classes sociais: a burguesia, com riquezas provenientes do comércio, e os operários das indústrias. Logo, a literatura do período foi produzida pela classe dominante e para a classe dominante, deixando claro qual a ideologia defendida por seus autores.
onsidera-se que o período romântico no Brasil inicia em 1836, com a publicação da obra Suspiros Poéticos e Saudades, do poeta Gonçalves de Magalhães e vai até o ano de 1881, com a publicação do romance realista Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis.
Como dito anteriormente, o desenvolvimento da literatura brasileira propriamente dita aconteceu a partir da vinda da Família Real para o Rio de Janeiro que gerou um forte desenvolvimento artístico e cultural na colônia, agora afinado com a produção literária europeia. Porém, a insatisfação das classes dominantes com o Império fez com que surgissem tentativas de independência da metrópole, produzindo um sentimento de nacionalismo que culminaria com a Declaração da Independência, em 1822, por Dom Pedro I.
Outro aspecto importante é com relação à escravidão dos negros: o Brasil era uma das poucas colônias americanas que ainda sustentava o sistema econômico baseado do trabalho escravo, o que gerou opiniões controversas por parte dos autores daquela época. Temos expressões literárias abolicionistas (p. ex.: o poeta Gonçalves de Magalhães) e outras que tratavam do tema superficialmente (p. ex.: o romancista Bernardo Guimarães) ou sequer tocavam na questão.

                            Chegada da Família Real Portuguesa a Bahia (1952), de Candido Portinari         



   Referências:
CÂNDIDO, Antônio. Noções de Análise Histórico-literária. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005.
COUTINHO, Eduardo F. Mutações do comparatismo no universo latino-americano: a questão da historiografia literária. In: SCHMIDT, Rita T. Sob o signo do presente: intervenções comparatistas. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2010.